Centrais térmicas solares

17-12-2010 12:29

EUA e África do Sul competem para instalar a maior central solar térmica do mundo

 

A futura central de Blythe vai usar um  sistema de colector parabólico de tipo linear

Tanto os Estados Unidos como a África do Sul apresentaram respectivamente planos para construção de aproveitamentos de tipo solar térmico que pretendem vir a converter-se nos maiores do género a nível mundial e servir de centros de desenvolvimento de tecnologias solares nos respectivos países.


O Department of the Interior (DoI) dos Estados Unidos deu no dia 25 de Outubro de 2010 a aprovação para o projecto de 1 GW programado para Blythe, na Califórnia. Esta central solar térmica gigante é apoiada pela empresa alemã Solar Millenium, vai ocupar uma área de 2830 hectares, e conseguirá gerar energia eléctrica correspondente ao consumo de 750 mil habitações. O projecto vai utilizar colectores parabólicos de tipo linear (ou parabolic-trough) com grandes dimensões, os quais concentram os raios do Sol sobre um fluido que é deste modo vaporizado para fazer accionar turbinas. Será desenvolvido em quatro fases, cada uma das quais com 250 MW de capacidade.

O secretário do interior dos EUA, Ken Salazar, saudou o novo empreendimento como um marco para o sector das renováveis deste país, acrescentando que o mesmo constitui mais uma razão pela qual o governo federal deve continuar a apoiar as tecnologias com baixas emissões de carbono. A Solar Millenium ainda está em negociações com o DoI de modo a tentar obter um subsídio de 1,9 mil milhões de dólares da parte deste, mas afirmou estar confiante em que o projecto vai arrancar ainda durante 2010.

O futuro estatuto da central solar térmica de Blythe como a maior do mundo poderá estar comprometido pelo anúncio de um outro projecto, este na África do Sul. O governo deste país apresentou um plano para um aproveitamento solar térmico orçado em cerca de 29,4 mil milhões de dólares e com uma capacidade total de 5 GW (o suficiente para produzir o correspondente a até 10% do consumo da África do Sul). A central vai cobrir uma área de aproximadamente de 9000 hectares na região de Northern Cape, que possui um dos níveis de insolação mais elevados do mundo.

Foi marcada uma reunião para expôr o plano de construção do aproveitamento a cerca de duas centenas de potenciais investidores. O referido plano vai ser apresentado pela Fluor, uma empresa norte-americana da área da engenharia, e é também apoiado por um estudo de viabilidade da Clinton Climate Initiative. Os peritos estimam que os trabalhos iniciais da sua primeira secção de 1 GW possam começar em 2012, e que o aproveitamento esteja totalmente terminado em 2020.

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