João Magueijo considera resultados de investigação sobre neutrinos "muito estranhos"

29-09-2011 10:30

O professor de Física João Magueijo alertou hoje para a necessidade de esperar por mais pormenores acerca da recente notícia de que o neutrino é mais rápido do que a luz, considerando os resultados “muito estranhos”.

João Magueijo falava à Lusa a propósito do lançamento do seu segundo livro – “O Grande Inquisidor” – e referia-se a uma investigação conduzida pelo Centro Europeu de Investigação Nacional (CERN), que concluiu que os neutrinos (um tipo de partículas subatómicas” são mais rápidos em 60 nanossegundos do que a luz.

 

Para o cientista português, que também já estudou os neutrinos e a velocidade da luz, estes resultados "não devem ser levados muito a sério" até porque é preciso "esperar que todos os detalhes da experiência sejam confirmados por uma investigação independente".

Embora admita que "a história do neutrino tem revelado as coisas mais estranhas do universo",
nomeadamente o facto de o neutrino ser "canhoto" quando se pensava que "a Natureza era completamente ambidextra, João Magueijo considera que os resultados da investigação do CERN são "muito estranhos".


 

Professor de Física no Imperial College of London, João Magueijo lança amanhã, em português, o livro “O Grande Inquisidor”, que conta as descobertas e o desaparecimento do físico italiano  Ettore Majorana .

 

Sobre Majorana ler também «Físico italiano do início do século 20 esteve «morto» e 'vivo' ao mesmo tempo» em Ciência Hoje (3-08-2006)

Depois do grego e do italiano, João Magueijo apresenta o seu segundo livro ao público português em Lisboa, tendo explicado à Lusa que se trata de "uma história de mistério" que liga as descobertas nucleares dos anos 1930 ao desaparecimento de Majorana, em 1938.

"É uma biografia de um físico italiano que esteve ligado às descobertas nucleares dos anos 1930 mas é também uma história de mistério porque ele deixou um conjunto de cartas muito estranhas e desapareceu completamente da face da Terra em 1938", disse Magueijo.

'O Grande Inquisidor', um livro de "popularização e divulgação científica" - nas palavras do autor - procura perceber "o que terá levado uma pessoa tão bem sucedida como Majorana a querer desaparecer daquela forma tão dramática".

 

Fonte/adaptado: Ciência Hoje

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