Planeta caminha para extinção em massa

10-03-2011 22:09

Um estudo, publicado ontem na revista científica «Nature», alerta para o facto de podermos estar a caminhar para uma nova extinção em massa. No entanto, ressalva que os seres vivos actuais não enfrentam um fenómeno tão catastrófico como o dos dinossauros.

Chamada de «Sexta Extinção» devido às «Big Five», como são conhecidas as cinco grandes extinções da história do planeta que exterminaram três quartos das espécies do planeta. A investigação, coordenado por Anthony Barnosky, da Universidade da Califórnia em Berkeley, calcula que, nos últimos 500 anos, perderam-se "apenas" entre um e dois por cento dos seres vivos modernos.

Contudo, a análise de fósseis de seres vivos sugere que, no máximo, duas espécies do grupo desapareciam a cada milhão de anos – antes da civilização humana. O estudo deixa, apesar de tudo, bem claro que existe incertezas nas contagens. Por exemplo, as espécies de mamíferos ‘abatidas’, do ano de 1500 até agora, foram 80 – o que é considerado uma aceleração brutal.

Por outro lado, estima-se que, em cada espécie conhecida hoje, há pelo menos duas que ainda não foram descobertas. Entre a minoria já baptizada pelos cientistas, menos de três por cento passaram por uma avaliação formal no “‘status’ de conservação", ou seja, não se sabe se estão ameaçadas ou mesmo extintas.

Os investigadores avançam que é difícil avaliar com precisão a presença de espécies separadas com base em estudos fósseis; é possível que um leão e um tigre, por exemplo, pareçam idênticos em restos fossilizados.

Barnosky e a sua equipa usaram métodos estatísticos e refere que as taxas actuais parecem fora de qualquer escala normal. Mas, uma catástrofe semelhante às «Big Five» não deve acontecer até o fim deste século.

Se todas as espécies hoje ameaçadas de extinção desaparecerem no próximo século e se a tendência continuasse, esse nível seria alcançado em uns 300 anos, diz o estudo. Não será tão rápida quanto foi a extinção dos dinossauros, mas seria bastante célere do ponto de vista histórico.

 

Fonte: Ciência hoje