Ninho de dinossauro com 15 crias descoberto na Mongólia

24-11-2011 11:22

Estudo revela informações sobre o desenvolvimento pós-natal das crias

 

 

Um ninho repleto de restos fossilizados de 15 crias de dinossauro, da espécie Protoceratops andrewsi, foi encontrado em Tugrikinshire, na Mongólia, por investigadores norte-americanos. Trata-se do primeiro ninho deste género alguma vez descoberto. O estudo deste achado revela novas informações sobre o desenvolvimento pós-natal e sobre o cuidado dos progenitores em relação às crias. O estudo está publicado no «Journal of Paleontology».

 

Segundo o autor principal do estudo, David Fastovsky, professor de geociência da Universidade de Rhode Island, a descoberta revela que as crias permaneciam no ninho

durante um longo período.
 

“Encontrar dinossauros jovens num ninho é um acontecimento relativamente raro e não me lembro de nenhuma outra espécie que conserve 15 crias desta forma”, diz o investigador, citado pelo jornal espanhol «ABC».

 

Encontrado na Formação Djadochta, zona de Tugrikinshire, Mongólia, o ninho tem forma de bacia e um diâmetro de 2,3 metros. Os investigadores admitem que terá 70 milhões de anos.

No seu interior encontram-se, então, os 15 dinossauros, dez dos quais completos, num estado de crescimento e desenvolvimento semelhante e com o mesmo tamanho, o que indica que serão todos filhos da mesma mãe.

Um Protoceratops andrewsi adulto media 1,84 metros de altura e demorava dez anos para atingir o seu tamanho máximo. Os investigadores calculam assim que as crias teriam um ano quando morreram.

A morte terá decorrido provavelmente, durante uma tempestade de areia, acreditam os investigadores. Os motivos da excelente conservação dos fósseis prendem-se com a aridez do terreno.

O local que é actualmente a Mongólia era amplamente habitado por dinossauros terópodes, entre eles o conhecido Velociraptor, que provavelmente se alimentava das crias dos Protoceratops.

 

Artigo: A Nest of Protoceratops andrewsi(Dinosauria, Ornithischia)

 

Fonte/adaptadio de:  Ciência Hoje 

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