Vacina cura o cancro da próstata em ratos

18-08-2011 10:13

Fármaco encoraja o sistema imunológico a livrar-se do tumor



Vacina curou, em laboratório, tumores de ratos.
 

Uma equipa de investigadores norte-americanos e britânicos – da Mayo Clinic, Cancer Research UK Clinical Centre no Hospital St. James e o Leeds Institute of Molecular Medicine – conseguiu bons resultados com um novo fármaco para o tratamento do cancro. O grupo de trabalho criou uma vacina baseada em DNA humano, que curou, em laboratório, tumores em estado avançado na próstata de ratos, sem causar efeitos colaterais aparentes.

O composto “encoraja o sistema imunológico a livrar-se do tumor” sem a necessidade de recorrer à quimioterapia, segundo avança o artigo publicado na «Nature Medicine». Os resultados da equipa norte-americana liderada por Richard Vile, da Mayo Clinic, foram tão significativos que os testes clínicos para desenvolver uma vacina comercial podem começar em dois anos. O tratamento mostrou ser bastante eficiente para tumores da próstata e melanomas, e tem ainda o potencial para tratar tumores mais agressivos no pulmão, cérebro e pâncreas.

 

O segredo do tratamento é fazer com que as células T, do sistema imunológico, atacassem apenas células cancerígenas da próstata, deixando o tecido saudável intacto. Para isso, os investigadores juntaram pedados do código genético da próstata humana saudável e a um DNA complementar de uma biblioteca (cDNA). O uso dessa informação genética complementar é a chave de todos os tratamentos que visam provocar uma reacção de defesa do próprio organismo.

Todas as infecções, alergias e tecidos, incluindo os cancerígenos, possuem uma “impressão digital” única; no entanto, o corpo nem sempre consegue detectar todos os sinais emitidos pelos tumores – e a vacina serve para “alertá-lo e informá-lo”. Os excertos de cDNA foram inseridos em vírus desactivados, que serviram como vectores para que o material fosse injectado nos ratos.

Dentro do corpo do animal, o vírus geneticamente modificado expressava o mesmo antígeno (partícula ou molécula capaz de iniciar uma resposta imune) ao cancro. Levando o sistema imunológico a pensar que está a ser atacado pelo vírus e a fazer com que este o tente eliminar produzindo uma resposta contra aquele antígeno.

 

Fonte: Ciência Hoje

 

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